SEO técnico costuma aparecer no fim do escopo — depois do design aprovado, depois do deploy, quando alguém percebe que o Google indexou a URL errada. Para quem constrói produto, indexação é decisão de arquitetura desde o primeiro commit.
Prerender não é luxo — é contrato
Single-page apps puras entregam HTML vazio e delegam o conteúdo ao JavaScript. Crawlers modernos executam JS, mas com orçamento limitado e resultados inconsistentes. Prerender ou SSR com rotas explícitas garantem que cada URL chegue com texto, meta tags e links já resolvidos.
Performance e indexação compartilham a mesma pergunta: o que o servidor entrega antes do cliente acordar?
Checklist de engenharia, não de agência
- Canonical por rota — uma URL canônica, sem duplicata por query ou trailing slash
- Sitemap gerado a partir das rotas reais, não de um XML estático esquecido
- Meta title e description por página, alinhados ao H1 e ao JSON-LD
- Open Graph e Twitter cards para compartilhamento sem surpresa
- Core Web Vitals medidos em produção, não só no Lighthouse local
- robots.txt e status HTTP corretos — 404 real, redirect 301 explícito
Angular com rotas de servidor
Neste projeto, rotas de marketing usam prerender com parâmetros derivados do conteúdo — blog, portfólio, home. Áreas autenticadas ficam em client-side rendering. A fronteira entre "página que precisa ser encontrada" e "app que precisa de sessão" fica explícita no `app.routes.server.ts`, não escondida em config de build.
Tratar SEO técnico como produto significa que cada nova rota pública já nasce com meta, schema e entrada no sitemap. Não é checklist de entrega — é definição de pronto.